
Obs.:Há menos de um ano, publicamos no Diário do Nordeste aquela que é uma das minhas reportagens preferidas, de estar em pleno meio dia, sol rachando o chão e a cabeça, ainda assim satisfeito, pois eu estava escrevendo parte da história. A repercussão da matéria animou o Blogdomel a republicar, se ainda não em um livro, nestas páginas virtuais. A seguir, Dama de Vermelho, Carái, Zé de Nêga, Manel de Nequin e Ivan dos Cajueiros.
Eles não estão em lugar de destaque na dita história oficial – não são ricos, detentores de cargos políticos nem pertencentes às “grandes famílias” – mas são populares nos lugares onde vivem. Não são políticos, mas saem apertando a mão de quem vê e fazem por onde serem vistos. Alguns, pelo contrário, extravasam um verdadeiro mau humor, mas que é tão despretensioso que até vira a graça. À luz do folclore, os chamados “tipos populares” representam a alegria, a esperança despretensiosa do povo cearense. São conhecidos por serem muito diferentes. E fazem a diferença. No Vale do Jaguaribe, a elegância da “Dama de Vermelho”, a ‘bici-moto’ de seu Manel de Nequin, o berimbau recriado por Ivan do Cajueiro, a chatice de Carái, o discurso bêbado de ‘Mestre Craza’ e a irreverência marketeira do publicitário Zé de Nêga mostram que as verdadeiras figuras populares (literalmente do povo) sempre existem e representam a história viva do povo cearense, moleque por natureza.






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