Blog do Mel - Entre e acomode-se


05/09/2005


Eu, as Três e uma Noite

Leidiane, Fabrícia e Daniele

 

A última noite de segunda-feira teria tudo para ser só mais uma noite de segunda-feira, quando eu estaria trabalhando ou trabalhando, ou, na melhor das hipóteses, trabalhando. Como ninguém é de ferro ou a carne é fraca, ainda de manhã cedi ao convite meu mesmo de não ficar em casa. Encontrei-me com a Dani, que chamou a Fabrícia, que chamou Leidiane. A comunicação não foi difícil – as três moram na mesma casa. Pauta: sair à noite. Mas era só sair mesmo (o que já me seria um avanço), o resto viria depois. E veio. O lugar: a pracinha, bem típico de Interior, onde ainda se cultivam os namoros e/ou amizades naqueles banquinhos envernizados.

A ultima vez em que fiz um programinha desses foi...Na semana passada. Mas antes disso, havia meses que não sabia o que representava uma saída dessas. E lá vou ao encontro de Dani, a eterna ‘estrela do cybercafé’; Fabrícia, ‘Hello Fabrity’, Z-girl, eternamente cobiçada; e Leidiane, outra linda – nunca fomos apresentados, vamos nos apresentando.

Na praça com as três, assunto não faltou. Desde a pseudotietagem, em que eu me achava o tal, sendo fotografado na companhia das beldades, às discussões a cerca do que cada uma representa na “Casa das Três Mulheres”. Meio que não lavam, não passam, e têm raiva de quem pede isso. De fato, não nasceram para a cozinha – só a Dani se atreve nas panelas, ainda assim...

Já pensava em discorrer sobre o que as mulheres tanto falam no banheiro, para onde só vão em grupo, imagine agora quando três delas moram numa mesma casa. Desisti após o bate-rebate para ver quem dormia mais. As meninas “superpreguiçosas” descansam demais a beleza, ou sou eu que durmo pouco? Foi necessário a Dani me lembrar que o dia só tem 24 horas. “18”, insisto, pois outras seis são “desperdiçadas” dormindo.

Papo foi, papo veio, ao final tudo acabou em pizza. Um super-não-sei-o-que com guaraná-a-conta-gotas-mililitricamente-contado em cada copo para mim e as meninas super... “Sestrosas”. Antes, tive que vencer a falsa resistência feminina em não admitir que só eu pagasse a conta. Então, faz de conta que cada um merece estar lá e, de uma forma ou outra, pagou o pedaço. Já a mim, era o mínimo que poderia fazer para agradecer pelo momento agradável – sim, porque com três ali na mesa eu beirava o pecado capital...

Em momentos tão esporádicos dessa minha vidinha de rapaz sério, mais compromissado com o trabalho que qualquer outra coisa e etc e tal, “As Três”, um plural bem singularizado, alertam-me para os prazeres da vida “enquanto há tempo”. E o tempo passa... E passou. Felizmente que apenas no decorrer de uma noite, até levá-las para casa (e levá-las no sentido mais figurado do termo, pois compartilhamos do “pernas, pra que te quero”), pois ficava tarde, e eu percebia que não era cedo para mais desfrutes.

De boca cheia e cheio de pabulagem, digo que passei boa noite com a ‘Dani’, ‘Fabry’, e ‘Leid’ - as três meninas superpoderosas – como que surpreso em saber que o afeto amigo existia, só precisava ser cultivado.

Ainda era segunda-feira, mas chegava a meia noite e eu me sentia um “gato borralheiro”, que ia deixando para trás as “princesas encantadas”, em uma noite tão simples e sincera, ímpar, mesmo que tentemos imitá-la. E num piscar de olhos eu já estava caminhando para casa, se não por minhas pernas, pelas obrigações e responsabilidades da vida, que, alertaram-me, deve ser bem vivida, para que seja tão feliz e mais duradoura que esta “simplesnoite”. Que noite! 

Escrito por Cuspido por mim às 17h40
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