Quinta feira, meio dia. Começar a escrever neste blog é um verdadeiro desafio à memória. O quê e como falar desta semana? Que teve de interessante até agora? Esse é o problema de atualizar com pouca frequencia, acabo me perdendo em meio a tanta coisa que se poderia falar. Mas antes de tudo, é bom ter cabeça para isso. Apesar de ser espontaneo ao escrever aqui..tudo é refletido,pensado, mesmo que na pressa..tão depressa quanto os últimos dias...
...Aliás, a pressa não só é inimiga da perfeição como amiga da polícia.
Terça, 3 da tarde, próximo ao viaduto da 13 de Maio. Dois soldadinhos da PM abordaram um cidadao ou meliante (fiquei sem saber) que corria para qualquer lugar, mas corria. Eu entrava no prédio quando vi a ação policial, bem na minha frente, do outro lado da rua. Dois comigo-ninguém-pode armados, cada qual descendo de sua moto, ordenava que o cara descalço de short jeans e blusa azul parasse ali mesmo. O infeliz já foi levantando os braços e dizendo que não pegou nada...que nao foi ele. Os PMs não deram ouvidos, já foram algemando e batendo no cara, que fazia cara e voz de choro. Um dos policiais sai rapidamente, talvez chamar viatura. Atônito, vendo aquela ação policial, entrei no prédio. Da janela do quarto andar, fui ver que fim teve a situação, mas que fim que nada: a policia estava a fim de bater mais, isso sim. Do alto, vi de camarote um show de pancadaria. Algemado, acuado no chão, voavam cacetetes e pés policialescos no estomago do...Meliante? Ainda veio um "cidadão", desses que andam pelas calçadas com o cachorro (quem leva quem?), que encostou o fucinho canino bem na frente do "camisa azul", como se cacetadas e chutes não fossem tão suficientes quanto uma...mordidinha. E continuava a gemedeira do...Meliante? Talvez não...pois após o espetáculo os cidadãos militares tiraram as algemas do cara, deram mais duas cacetadas "para não esquecer" e soltaram-no...como se nada tivesse acontecido, afinal não tinham provas.
E o...Meliante? - Acho que não - encerrava a cena na mesma pressa com que começou. Correndo, correndo, correndo e correndo o risco de um próximo encontro com os protetores da sociedade.
É... a pressa é inimiga da perfeição...e amiga da polícia.





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