Blog do Mel - Entre e acomode-se


30/04/2005


 

 

Escrito por Cuspido por mim às 18h20
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29/04/2005


48 horas

Difícil saber até onde vai a sanidade mental humana. Não digo de uma loucura, mas o “limite” de sua capacidade de raciocínio diante de intensos trabalhos initerruptos. Esta semana fui mais uma vez testado. Ao desossar estas palavras, aproxima-se de 48 horas sem dormir, mas não porque não se quis deitar e fechar os olhos, e sim porque neste período todo passei ora redigindo textos, ora fotografando, ora fazendo entrevistas para em seguida registrar a imagem e redigir. Foi uma verdadeira maratona o fechamento da edição 100 do jornal Folha do Vale. E ao indagar da sanidade humana, tento me ver a que ponto corre meu raciocínio. Imaginem o que é ter que escrever desde matérias esportivas a reportagens de economia, cultura, religião...e política, com a obrigação de saber sobre o assunto(ao contrário de muitos, jornalista pergunta sobre o que já sabe, ou tenta). A capa desta edição traz um religioso que discorrerá sobre Bento16. Tive que ler 35 páginas sobre os pontos mais básicos no que tange aos “desafios papais”...que vão de uso da camisinha a aborto, passando pela posição d mulher na igreja...

Ao fim do primeiro dia, na redação do jornal, o cansaço só não é maior graças a meio litro de café forte...e muita disposição, diga-se.

Compromissos adiados, deveres para cumprir, pessoas com as quais tenho que trabalhar...muita coisa ficou praticamente impossível de acontecer esta semana. Para começar, 7 dias em Limo, tendo que dar um tempo de alguns afazeres esta semana em Fortal. Faculdades? Bem,...também!

Peço desculpas a Valzinha, vivete, Aline... eh que haviamos combinando de estudar em Fortal...Meus desencontros com Aline nem se fala...

Para a val, tenho que me recompor e definitivamente escrever uma crônica, a pedido, na qual ela deverá protagonizar (ou antagonizar?..sei lá)

Peço licença aos leitores para desligar o botão...Que amanhã tenho que retornar novo em folha. Não uma folha limpa, mas toda rabiscada, cheia de coisas...da vida que a cada dia vamos escrevendo...

 

...ZZZzzzzzzzz.....

Escrito por Cuspido por mim às 20h25
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24/04/2005


PAUTA QUE PARIU

Não se faz mais sábados como antigamente...

Após o atordoante, hilariante, ante ante sábado à noite do cidade negra, o sábado de ontem passei no meu Interior. Programa? De início, ficar em casa.De meio, aparecer pela praça, coisas típicas de interior: “Ir para a pracinha” – hoje um verdadeiro calçadão, dado surtos alienígenas dos administradores municipais, que arrancaram as árvores da praça e lhes deram ares de calçadão, como se fosse uma evolução...sei lá.

Na praça, palco montado, telão instalado, muita gente – tudo bem, não taanta gente assim. Era o início do marketing do Corujão Music, evento por-rock que trará Biquíni Cavadão  e etc. ao final de maio, daí o telão para mostrar o show dos caras no Ceará Music - não que ninguém conheça, mas é que para muita gente biquíni cavadão só se for fio dental.

A primeira banda a tocar no palco ontem foi a “Retirantes”, de amigos meus.

Eu, mais uma vez indeciso sobre sair de casa, trauma de sábados passados, arrisquei, fui.

Não há coisa pior que chegar no lugar sozinho. Um monte de gente feia e bonita, porém desconhecida. Ando apressado, olhando pros lados, acompanhando o som com a palma da mão na coxa, bem discretamente. 10 minutos de procura e ninguém, 11, 12... perdido, já querendo voltar pra casa

até encontrar o povo numa mesa. Eram meus amigos árabe e portuguesa. Ele, defendendo-se; ela, acusando-o por achar que ele pensaria em tentar olhar para alguém além dela. Talvez o décimo capítulo da noite das eternas briguinhas de ciúmes que protagonizam, acho que para dar mais “dinamismo” á relação. Daí a voltar para a frente do palco foi um pulo, mas no sentido bem metafórico – mesmo. Porque o verbo pular enquanto ação foi algo que tão cedo não se viu na multidão que “curtia” o rock, ou melhor, só assistia...sei lá. De um lado, a banda, animada que só ela... mas é só ela mesmo. Do outro, ou melhor, exatamente em frente, o povo estático, só olhando para o palco. No máximo, mínimas ações isoladas – alguém se soltava - batia com o pé no chão, como que para acompanhar o ritmo da banda. Não havia a turminha na frente, pulando, rodando a camisa, cantando. Foi o primeiro show de rock que vi onde crianças de 7, 8 anos conseguiam ficar bem na frente do palco sem o menor risco de esmagamento ou coisa parecida. Por fração de segundo, cheguei a pensar em ter saudade do imprensado do sábado anterior. Ou não...

 

Mas não é de hoje esse marasmo com que a população recebe os shows de rock. Em certo festival por essas bandas, um vocalista de banda, extasiado, encarnado pelo espírito rock’in’roll, após mil chacoalhares de cabelos pra todo lado decidiu pular rumo à multidão, no sentido bem consagratório da coisa roqueira, em que a galera ergue com as mãos o “divino” cantor salão a dentro. O palco era alto e o pulo muito seguro, rápido, tão rápido quanto os que saíram de baixo – todos. Do chão (só do chão mesmo), o cara não passou, mas a queda foi feia.

Bem, a segunda banda de ontem, Sala 28, fez um rock mais pesado, internacional e, por incrível que pareça, animou a galera, que chegou a cantar the songs...

E, como não poderia deixar de ser, para sacramentar a noite... A polícia! Dessa vez, não para conter algum povo briguento, mas a banda... que só cantava, animava o outrora marasmo da multidão na praça... ‘Pediu’ pra parar-parou...

Vá entender...

POVO, AINDA NESTE DOMINGO ESTAREI BLOGANDO MAIS POR AQUI... AGUARDE!

Escrito por Cuspido por mim às 11h10
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