Chove no semi-árido
Sertanejo sofre. Quando vê chuva, então, se esborra todo. Nem ao menos sou agricultor, tampouco dependo diretamente (indiretamente, todos nós) das águas do céu, mas, como já era hora, depois de trocentos dias o céu chora em nosso semi árido. Para o pobre do sertão, renascem as esperanças de um inverno tardio, porém chuvoso. Alguns (quem sabe eu mesmo) já davam por rendido, não havia menor chance de período chuvoso. A onda de calor chegou majestosa, imperosa, infernalmente sedentária. O dia 19 de março, de São José, será o último voto até mesmo dos profetas, estes que enfrentam até os mais experientes meteorologistas quando o assunto é chuva. Os dogmatas e profetas da chuva que se entendam, por enquanto quero lembrar-me da chuvinha de meia hora em Limoeiro do Norte, dessas que, se não aliviam a alma, no mínimo esfriam nossas cabeças e não deixam derreter os meus neurônios. Resta a esperança de um fim de semana só literalmente nebuloso...
Os créditos da foto são do amigo Khalil Gibran





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